quinta-feira, 26 de maio de 2011

METALLICA ENTER SANDMAN

Este tema, tão brilhantemente mostrado pelo METALLICA no clip de "One", foi há quase 400 anos, a base para a criação da mais famosa frase da História da Filosofia (já falo qual é a frase, mas tenho certeza, você já a ouviu e muito possivelmente até já recitou essa frase).Era uma vez uma cara muito radical chamado René Descartes que escreveu um texto chamado “Discurso sobre o Método” aonde ele questiona algo totalmente “Matrix” (o filme). Ele questiona o seguinte:
Como podemos saber se o mundo que percebemos através dos nossos sentidos realmente existe? Como diferenciar “coisas reais” de coisas que são sonhos ou pensamentos? Como confiar nos nossos sentidos (e por tabela, como saber que não estamos aprisionados a uma máquina como no filme)?
Para responder a essas perguntas, Descartes imaginou o exercício de se desapegar de todos os seus sentidos. Não confiar mais neles. Como ele mesmo disse:
“Considerando que todos os pensamentos que temos quando estamos acordados também podem nos ocorrer quando dormimos, sem que nenhum deles, naquele momento, seja verdadeiro, eu resolvi fingir que todas as coisas que já entraram em minha mente não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos” (Descartes no “Discurso sobre o Método”).
E ao fazer isso, ele se transformou em alguém exatamente igual ao personagem de One do METALLICA, ou seja: Alguém que não tem mais os sentidos sensoriais para interagir com o mundo exterior. Alguém que tem apenas a sua mente.
E sem nenhuma informação que vem de fora, sem nenhum pensamento que possa ser construído em cima de algo percebido pelos sentidos, o que sobra ? Descartes percebeu que não sobra quase nada... Sobra apenas 1 certeza.
Somente 1 coisa que qualquer pessoa (René Descartes, Joe Bonham, você, eu, qualquer um, anyOne) pode ter absoluta certeza, mesmo sem confiar nos sentidos:
Essa certeza, é que a pessoa que está fazendo todas essas perguntas, existe. Afinal, pra duvidar de todas essas coisas, deve haver alguma “coisa” (uma entidade existente) que duvida de tudo. Ou nas palavras de Descartes “logo depois, percebi que, ao mesmo tempo que desejava pensar que todas as coisas eram falsas, era necessário que eu, que estava pensando, fosse alguma coisa”.

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